Depois de muita expectativa, eu finalmente assisti neste fim de semana ao documentário Jiro Dreams of Sushi. Para todo mundo que gosta de sushi, o filme é obrigatório: desperta um mundo de vontade de ir até o Japão só para experimentar o sushi do Jiro, o primeiro chef de sushi do mundo a ganhar três estrelas Michelin. Toda a técnica, o virtuosismo, os peixes e o arroz, está tudo lá.
Mas o filme vai muito além. Ele fala do desejo constante de querer melhorar e da busca pela perfeição, que passa pela extrema simplicidade – o que pode haver de mais simples do que arroz e peixe? Mas Jiro, que tem 85 anos e trabalha com isso há 75 é incansável – ele não pára, não se dá desculpas, nada, sempre em busca de fazer o melhor sushi que puder.
Como isso? Com paixão e dedicação. E aí vem uma lição maravilhosa do filme: você escolhe o que você quer fazer da vida e se dedique a isso de corpo e alma. Literalmente. Pois Jiro tem ideias de sushi em seus sonhos.
O problema – como sempre – vem da expectativa. Você vê na história do filme os dois filhos do chef, que foram trabalhar com ele. O mais novo, que saiu depois de muitos anos para abrir seu próprio restaurante, e o mais velho, que continua trabalhando com o pai, preparando-se para sucedê-lo. Mas como suceder um mito, uma vaca sagrada? Após ver o filme, ficamos nos questionando se ele de fato quer aquilo para a vida dele, ou se é uma obrigação que ele tem que cumprir. Sabemos que ele é bom – mas é só isso que basta? Sem paixão, como pode haver genialidade?
Depois do filme, fui ver o guia do Japão do Jun Sakamoto – e lá ele conta que comeu o melhor sushi da vida dele na restaurante do Jiro. De água na boca já depois de ver o filme, fiquei com vontade de marcar uma passagem agora pro Japão para poder experimentar o sushi – do Jiro.














