Novidades

Finanças Femininas mulheres dinheiro preocupação investimentos economia descontrole orçamento

Eu sei, eu sei. Tenho andado super sumida. Mas são bons motivos. Queria contar a vocês que acabei de lançar o meu site: o Finanças Femininas. É o primeiro site de finanças para mulheres do Brasil, com um conteúdo super bacana, bem segmentado e direcionado para os diferentes momentos de vida da mulher.

Espero encontrá-los por lá!

Perguntas que você não quer saber a resposta

Torcer para algo dar certo é normal, mas quantas vezes evitamos ouvir críticas ou entrar em conflito, para não ter de lidar com aspectos menos positivos de um projeto, um trabalho, uma escolha? Foi por isso que amei essa palestra do TED de Margaret Heffernan, em que ela mostra a importância de sempre nos colocarmos à prova: é a única maneira de realmente podermos evoluir. Fácil falar. Mas de fato estar aberto para mudar a sua cabeça, contestar a autoridade e fazer perguntas que ninguém quer ouvir e se fazer as perguntas que você não quer saber a resposta é fundamental para você poder de fato começar a pensar de forma criativa e responsável. Uma palestra imperdível!

Hora de mudar

Inspiração Imagens

Como vocês podem ter percebido, este blog passou por alguns momentos de questionamento nestas últimas semanas. Ao mesmo tempo que ele vem crescendo mais do que nunca, eu tenho parado para pensar no que realmente tenho para colocar aqui, o que desejo compartilhar, o tema real deste blog e o que eu gostaria que ele fosse. Eu quero ter um espaço para falar de inspiração, de paixão. Trazer imagens, referências, ideias, livros. Então achei que era hora de uma mudança. A partir de agora, vocês começarão a ver aqui alguns posts diferentes – mais daquilo que tem povoado o meu mundo. Como sou simbólica, resolvi fazer uma pequena mudança, e a partir de agora, não somos mais “ideias & petiscos”, e sim apenas “ideias &”. Bem vindos de novo!

Dos perigos de se comparar

Tenho pensado muito sobre a questão da comparação. A gente se compara muito, o tempo todo. Outros blogs, gente que faz igualzinho a você, gente que faz completamente diferente e está se dando super bem, o peso do sucesso alheio. E nessas de se comparar tanto, acabamos esquecendo de quem somos. Só conseguimos ver o que não está, o que não somos, o que não conseguimos, o que não fizemos.

A comparação traz a inveja e a inveja traz o esquecimento – do que fazemos e fizemos, de quem somos e dos nossos valores, e por um instante dá vontade de mudar tudo, só para ser igual a fulano ou sicrano, ter aquele emprego ou aquela casa.

Não adianta nada. Olhar para o lado e ter uma ideia clara do que se passa no mundo, na vida dos outros, é essencial, mas não dá para deixar que isso vire a sua direção. O seu foco é só seu e se você não acredita no seu caminho, ninguém mais vai acreditar.

Como confiar na sua criatividade?

Você se considera criativo? Ou é mais o tipo de pessoa prática? O TED de David Kelley quer mostrar que este tipo de divisão, além de ser inútil, faz mal para nós. Todos somos criativos, mas em algum ponto ou outro em nossas vidas, para algumas pessoas, essa criatividade é enterrada no meio de um medo de ser julgado. Ele tornou essa a sua missão: ajudar as pessoas a abrir seu potencial criativo, a encontrarem seu caminho. Achei super inspiradora a palestra dele, vale a pena assistir!

O medo de estar perdendo algo

Descobri recentemente que não sou só eu que tenho aquela sensação chata de estar perdendo alguma coisa quando entro no Facebook (sorry Twitter, ainda preciso ter mais paciência para você!). Na verdade, é tão comum que ganhou até uma sigla: FOMO (Fear of Missing Out), ou o medo de estar perdendo alguma coisa, como aprendi aqui neste artigo. Quem nunca começou a ver as fotos e posts dos amigos e conhecidos e começou a sentir que estava perdendo algo, algum evento, alguma felicidade, alguma coisa?

Então a gente fica checando os celulares, para ver se tem algo acontecendo. Em casa, no trabalho, no restaurante, enfim. Se chega um email, a gente normalmente para tudo para ver o que é. Pode ser importante. Chega a interromper um telefonema só porque tem outra ligação entrando, mesmo sem saber de quem é. Às vezes vale a pena, mas na maioria não.

Tem o lado de novidade, como as redes sociais nos aproximaram e nos deixaram muito mais conectados, o tempo inteiro, e acabaram com a nossa privacidade, e assim por diante. Mas tem uma parte disso que todo mundo sempre sentiu. É a menina que descobre no dia seguinte que todos os amigos saíram no fim de semana, mas ela ficou em casa. É a solteira que vê as amigas casando e tendo filhos. É a casada que vê as amigas solteiras saindo na balada e morre de saudades.

E não tem essa de estar feliz e contente com a sua vida que então você não vai sentir esse medo. Precisa ser muito zen mesmo, ou então sair do Facebook. Mas não sei se adianta. Se alguém souber, me avisa.

A prática do desapego

Às vezes a gente precisa abrir mão de um sonho, de um projeto para poder fazer espaço para o novo. Às vezes são ideias pré-concebidas que precisam sair para a gente poder arejar a cabeça e começar a pensar fresco de novo. Outras vezes, é de tudo que está fazendo entulho na vida: o stress, de cansaço, de mau humor, de falta de tempo – que vontade de dá de zerar tudo isso e começar tudo de novo. E quem disse que não dá para fazer assim?

Tem horas que a gente precisa mesmo parar para olhar o que tem de excesso na vida, tudo aquilo que a gente não ama, seja físico ou mental. Fazer uma boa faxina na nossa mente e nas nossas casas, sabe como? Olhar o que não funciona mais, as roupas que não cabem mais, os comportamentos que não fazem mais sentido, os livros que a gente não lê mais, tudo aquilo que a gente quer abrir mão. Às vezes é fácil demais, na maioria das vezes, nem tanto. Sem tirar o velho, o novo não tem como chegar nunca.

Mas como é que você vai abrir espaço para o novo, se não for tirando tudo aquilo que não serve mais do armário? Na vida é igualzinho. Precisa abrir espaço, encontrar um tempo, aprender a dizer não para pelo menos uma parte daquelas coisas que a gente faz só pelo dinheiro para poder buscar fazer aquilo que a gente quer (só um exemplo!). Se você não sabe o que quer, é só dando uma arejada mesmo na cabeça, buscando ideias novas, conversando com gente bacana, que as coisas começam a surgir. Ideia boa não vem de ficar parado, trancado em casa, olhando para o computador (mas não desista deste blog, por favor!).  Mas antes de começar a buscar por elas, é preciso praticar o desapego e abrir espaço para o novo.

Você é persistente ou resiliente?

Ontem tive um daqueles jantares incríveis com alguns amigos, daqueles que saem todos os tipos de conversas. É engraçado até, porque eu já não consigo mais sentar com alguém para bater papo e não ficar com o celular do lado anotando todas as ideias que vão surgindo para discutir aqui no blog depois. No fundo, são dilemas, questões, aquilo que todo mundo passa. Ontem, um dos grandes assuntos foi o embate entre persistência e resiliência.

Persistência é aquilo que persiste, que continua presente, que continua a se desenvolver apesar de circunstâncias desfavoráveis. Já resiliência é a capacidade de se recobrar ou se adaptar à má sorte ou às mudanças. Eu já falei um pouco por aqui de persistência, mas depois de ontem, estou mais apaixonada pelo conceito de resiliência. Até porque a gente pode ser persistente em vários tipos de situação, mas a resiliência exige um outro tipo de qualidade. Vou explicar melhor.

A persistência é a pessoa que fica 20 anos no mesmo emprego. Ela não se questiona, ela tem um objetivo, quer ser supervisor, gerente, diretor, vice-presidente e, quem sabe, um dia eu chego lá, presidente. Isso é persistência. Pode mudar toda a diretoria, a empresa pode quase falir, mas aquela pessoa continua lá, dia após dia, buscando.

A resiliência não se prende tanto. Normalmente, aquela pessoa já mudou de emprego 4 vezes na última década, em busca de uma satisfação pessoal. Ela vai traçar um caminho dela e neste tipo de rumo, não existem muitos guias ou fórmulas prontas. Então é preciso ter uma casca grossa, coragem e uma capacidade de adaptação e de superação gigantescas, sempre com o seu norte na bússola.

É claro que tudo isso é uma generalização. Mas na noite de ontem, meus amigos me recomendaram resiliência – é o que o meu marido vem me dizendo há algum tempo. É o famoso segura-a-onda, o não-deixa-a-peteca-cair. Para trilhar um caminho diferente, mais do que ser persistente, você precisa ter capacidade de se recobrar, de se adaptar, de se reencaixar na situação quando nem tudo estiver indo tão bem assim. Porque quando está, é muito fácil. Mas quando nem tudo corre do jeito que você queria, é preciso ter algo mais para não se perder do seu próprio caminho.

O valor do erro

Porque sem errar umas tantas vezes, não dá para acertar nunca. Porque essa ideia de que vamos acertar de primeira é tão falsa que nem dá para começar a falar. Mas ainda assim, por que a gente se cobra tanto? Para acertar sempre. Eu me cobrava para acertar a escolha no vestibular, para não cometer nenhum erro no meu primeiro emprego, para decidir a hora certa de sair, o lugar certo para onde ir, e assim por diante. E com quantas coisas na vida a gente não faz isso?

Depois chegou o momento que parecia que eu tinha errado tudo. Que eu tinha feito todas as escolhas erradas possíveis, a profissão errada, os trabalhos errados, saído e entrado nas horas erradas, feito todas as apostas erradas. Mas ainda assim, de alguma forma, vim parar no lugar certo, então algo tenho de ter feito do jeito correto, não é? Esse é o problema da auto-cobrança: a gente tende a jogar tudo fora, ou então a glorificar tudo que fizemos, sem meio termo.

Mas voltando ao assunto. Resolvi chegar a um acordo comigo mesma de que as escolhas que fiz eram as únicas que eram possíveis naqueles momentos, as certas para aquelas horas. E de alguma forma (misteriosa?) foram elas que me trouxeram até aqui, então algum mérito elas têm que ter. Dá gosto começar a perceber que até as escolhas mais duvidosas que fizemos têm de ter algo de bom. Então erre mais, só mais um pouquinho. Depois vai valer a pena.

Da arte de ser realista

Hoje me dei conta de que me tornei uma pessoa muito mais realista depois que fiz uma reforma. Estou fazendo, na verdade, minha obra está terminando. Mas isso é o que eu venho me dizendo há meses, então passei a ter uma outra relação com a minha crença em prazos e coisas assim. Na verdade, é bom isso, acho que faz parte de amadurecer. Mas simplesmente não consigo acreditar em mais ninguém que me diz que termina de pintar tudo em uma semana ou que vai entregar os eletrodomésticos no dia tal, previamente combinado.

Não é questão de ter ou não ter palavra. Muita gente tem, e tem gente que não tem, faz parte. Mas descobri que preciso me acostumar com todos os outros fatores que entram no meio do caminho: a vida, o trânsito, os atrasos, os imprevistos, as confusões, os enganos, e assim por diante. Tem também tudo isso, e estou percebendo que esperar só a perfeição de todos os outros é irreal. Parece óbvio, mas não é. E perceber é só um passo. Colocar isso em prática é muito, mas muito mais difícil.

Porque a gente conta com os outros. Marca um compromisso e espera que eles estejam lá conosco quando o dia chegar. Mas e se cai uma árvore na saída da garagem e o caminhão de entrega simplesmente não consegue sair? E se a pessoa se confundiu e marcou para o dia seguinte? E se ele simplesmente se esqueceu? Como faz então? Encomenda o sofá e quer que ele esteja lá na sua sala no dia combinado, mas isso vale para tudo: no emprego novo que começa de um jeito meio errado, no voo que é cancelado, até em um restaurante que esquecem de fazer a reserva no aniversário da sua mãe. Acontece, ou como meu pai sempre diz: shit happens.

E aí? Como é que você lida então? Tem toda aquela história da expectativa, mas só de falar isso me revira o estômago, porque se eu não posso contar com uma passagem marcada, uma reserva de um restaurante ou a entrega marcada da minha cozinha, onde é que este mundo vai parar. Então eu espero sim que as coisas funcionem, mas agora, na reta final (mesmo!!!) da minha obra, estou descobrindo que talvez é esperar com flexibilidade. As coisas ainda assim vão acontecer – mas talvez só no dia seguinte.