Quem diz que gosta de mudança é companhia de mudança. Ou está mentindo. Sério. Todo mundo fala isso, mas normalmente é da boca para fora. Tudo bem, tem horas que a gente realmente precisa de algo novo, mas a mudança nunca vem no sentido que você espera ou quer, e acho que essa é a maravilha da vida (ou não, né, rsrsrs).
A primeira vez que ouvi isso foi naquele curso que fiz em março, o Hyper Island Master Class (já falei um pouco sobre ele aqui). Para falar como todas essas mudanças tecnológicas que estão acontecendo estão mudando nossas vidas e na verdade ninguém gosta disso, nos fizeram levantar das nossas cadeiras e sentar em algum outro lugar da sala, qualquer outro lugar. Só isso já foi difícil, porque é verdade: não gostamos de mudanças.
Quando cheguei em casa naquele dia, lembrei de um livro que me deram quando era adolescente e meus pais estavam se separando, o best seller Quem Mexeu no Meu Queijo. Eu já estava super revoltada no auge da minha adolescência e me dar um best seller de auto-ajuda naquela fase difícil não ajudou muito (perdão pelo trocadilho), mas algo ali do livro ficou. O livro trata de mudanças e sua tese básica é que se você se dispõe a se adaptar às mudanças que a vida te traz, tudo vai ser mais fácil. Na época não pareceu assim, mas depois de algum tempo, fui perceber – com muita relutância – que faz sentido sim.
Tudo isso para falar de quê? Do que você quiser. Minha vida passou por uma mudança enorme recentemente. Casei e como ando contando, mudei de carreira, em uma aposta que foi meio arriscada. Foram mudanças boas e que eu escolhi, mas ainda assim, mudanças, das grandes. Tudo exige adaptação, tempo, paciência, aprendizagem. E vou conversando com pessoas, com meus amigos, e vejo que tem tanta gente ao meu redor passando por momentos parecidos. Algumas foram escolhas pensadas, outras simplesmente aconteceram em suas vidas. E todas as mudanças, as boas e as ruins, exigem adaptação de nós. Às vezes, acho que poderíamos ser um pouco mais compreensivos com nós mesmos…


