Atenção, concentração!

Tem coisa mais gostosa do que passar o dia trabalhando, concentrado, produtivo, sem sentir as horas passarem? Olhar o relógio e ver que o dia voou, mas que o volume de trabalho (bem) feito foi grande? Ver o que você produziu e achar bacana, olhar aquilo com orgulho? É quase a mesma sensação depois de terminar o esporte – você sente a endorfina correndo solta, aquela sensação de bem estar, de dever cumprido.

Uma vez minha analista me contou uma pesquisa feita sobre concentração e felicidade. Era um aplicativo de celular que perguntava aos usuários se eles estavam concentrados no que estavam fazendo naquele momento e se se sentiam felizes e dispostos. O resultado foi bem claro: quanto mais concentrado uma pessoa está na tarefa que ela está fazendo, mais feliz ela é. Simples assim.

Com tanta coisa para distrair, chega uma hora que a gente precisa aprender a desligar mesmo. Eu cheguei num ponto em que se estou escrevendo, desligo a internet. Junto todo o material que preciso e escrevo até terminar. Só assim para não ficar checando emails, olhando o Facebook, vendo meus blogs e trabalhando tudo ao mesmo tempo. Faço pequenos intervalos de tempos em tempos, entre uma matéria escrita e um telefonema a fazer, para poder me conectar, parte tão importante do trabalho. Mas na hora em que estou trabalhando, fecho tudo, me concentro e trabalho. E assim o dia voa.

Kony e o potencial do ativismo nas redes sociais

A campanha Kony 2012, que eu postei aqui na sexta-feira, já teve mais de 70 milhões de acessos e levantou uma enorme polêmica. Quão revolucionária ela é de fato? É possível combater criminosos de guerra sem sair do sofá? Qual é o potencial do ativismo nas redes sociais?

A campanha foi taxada por muitos de se valer so slacktivism, o tipo de medida em suporte a uma causa que traz uma sensação de bem estar aos seus ativistas, com pouco esforço e zero efeito prático – como assinar petições na internet ou mudar a sua foto no Facebook ou Twitter a favor de uma causa.

Segundo um debate aberto no site do New York Times, muitos experts têm visto a campanha como simplista ou mesmo desonesta. “As mídias sociais definitivamente têm o poder de jogar luz a problemas horríveis – mas existe um lado negativo, se o ‘call to action’ é direcionado para o lado errado ou se este tipo de campanha dá aos jovens a falsa sensação do que é realmente necessário para gerar mudanças?”, questiona o site.

Para TMS Ruge, um empreendedor ugandense, o problema da campanha é que ela vem gerando expectativas altas demais – doe alguns dólares e a ONG irá acabar com este problema neste ano. “O mundo não é tão fácil ou simples de corrigir”, aponta.

No entanto, era melhor não ter feito nada? É inegável que o esforço da campanha e da ONG Invisible Children gerou um reconhecimento global instantâneo do tamanho do problema e da urgência da solução. Ainda assim, não acredito que vai ser com um só vídeo e uma só campanha nas mídias sociais que o problema vai ser solucionado e Joseph Kony, preso e julgado. No entanto, é preciso começar de algum lugar.

Pinterest e a inspiração social

Viciei no Pinterest. A nova rede social está bem explicada neste artigo aqui, mas ela serve como uma espécie de quadro de avisos na internet, onde usuários podem colocar (alfinetar) fotos e desenhos e imagens de todos os tipos. E é bem social, dá para comentar e republicar imagens de outros usuários, e deixar tudo bem organizado, pelos tipos de temas que você quiser (receitas, cachorros fofos, casas dos sonhos, objetos de desejo e daí por diante).

Mas o que me pegou no Pinterest não é tanto o postar, mas sim ficar horas surfando e buscando inspiração e tendo ideias a partir dos milhões de imagens que estão lá. É só digitar algo como “inspire” ou “love” ou “fear” na caixa de busca e ficar olhando os resultados, como um scrapbook comunitário. É incrível o que surge lá. Vale a pena conhecer.