Como prometi, queria escrever um pouco sobre um seriado novo que está dando o que falar lá fora. Ouvi primeiro falar de Girls nos blogs de moda americano, onde ele tem sido comparado a Sex and the City. A própria referência às quatro amigas mais famosas de NY está logo ali no primeiro episódio. Mas quando li este artigo incrível no Jezebel, ficou claro que Girls é algo diferente: Sex and the City tratava dos desenlaces amorosos em um clima de muito glamour e compras de sapatos, sem se preocupar muito com o cartão de crédito. Em Girls, a história é outra, muito mais pé no chão (e contemporânea): são fracassos amorosos e fracassos econômicos. Afinal, quantas meninas (ou meninos!) de vinte e poucos (ou tantos) anos você conhece que se sustentam sozinhas, sem a ajuda dos pais?
Fui correndo assistir a série e amei. Ácida, divertida, boas referências e grandes discussões, tudo ali, em meia hora por semana. Não vou ficar repetindo o artigo de Jezebel (mas vou insistir que vale a pena ler!), mas só para situar: a série começa com um jantar de Hannah com seus pais, que resolvem lhe anunciar ali que estão cortando a sua mesada. Ela tem 24 anos, está formada há dois e trabalha (voluntariamente, diga-se) em uma editora. A cena é excelente e te coloca para pensar no que ela vai fazer, no que você faria, em como lidar.
Não vou contar mais, porque vale muito a pena assistir. Ah, a parte mais incrível. Hannah, a atriz principal, é Lena Dunham, criadora e roteirista da série. E tem 25 anos. Ela escreveu tudo aquilo com base nas questões que ela vive com seus amigos. Acho que é melhor dizer viveu, né? Porque a série só teve um episódio no ar e já deu o que falar por aí. Corre para assistir!



