O sonho possível

Já falei de sonhar acordada aqui. E de fato, como é bom! Vi essa imagem e derreti, tive que postar correndo aqui. É exatamente isso: como é bom imaginar o que pode ser, sonhar com um futuro possível, com uma ideia maluca, com o que está por vir. Tem noites que temos sonhos perfeitos, daqueles que até doi acordar. Mas esses são os intangíveis, os impossíveis. Os sonhos que temos acordados, não. É só assim, com sonho e imaginação, que a gente pode começar a preparar o novo.

Sonhando acordado

Tão bom poder às vezes fechar os olhos e sair de onde se está, imaginar outro lugar, outras ideias, outros sonhos, coisas melhores, diferentes. Sem sonhar acordado não dá para começar a sonhar, a criar o novo, o que ainda não existe, o que ainda pode vir a ser. A gente precisa de devaneio, de se perder no fio da meada, de tirar alguns minutos no meio do dia, na frente do computador que seja, para imaginar o que poderia ser se… se fosse outro meu emprego, se não tivesse que trabalha aqui, se pudesse fazer o que eu quisesse, se eu pudesse ser quem eu quisse. Se eu pudesse ser eu mesma. E quem disse que não posso? É daí que as grandes ideias nascem.

O preço dos sonhos

Encontrei ontem na rua uma amiga que não via há tempos e começamos a discutir as mudanças nas carreiras das duas. Ela aceitou um emprego que pagava menos do que o anterior, mas com uma jornada fixa e outros benefícios que não se medem em termos financeiros.Eu vim trabalhar em casa e também estou ganhando menos, de uma forma até mais insegura, mas indo atrás do que sempre quis fazer. Foi bacana ver as duas tomando decisões profissionais e medindo vários outros fatores além de grana.

Foi um encontro rápido, mas saí dali pensando no preço dos nossos sonhos. Todo mundo tem o seu, e cada sonho tem o seu preço. Só chega a hora que cada um resolve pagar aquilo para ver o que acontece. Seja receber menos, seja trabalhar muito mais horas por dia para chegar naquele cargo, seja mudar de cidade, seja largar tudo e criar um caminho novo. São todos preços que a gente paga para ir atrás do que a gente ama.

De repente, me ocorreu que na verdade, estamos todos pagando o preço das nossas decisões, o tempo todo. Só que nem todas essas decisões são de fato em prol de um objetivo maior nosso. Quanta gente você não conhece que rala muito em um emprego que detesta, mas que não consegue tomar a decisão de sair? Porque se for para pagar um preço grande, que seja por aquilo que você sempre sonhou.

Certeza e sonho

Não era assim que eu deveria estar me sentindo

Sempre falo aqui nesse blog dos perigos da expectativa. Acho que um dos maiores deles é quando a gente sonha muito com um momento e quando ele chega, não é nada daquilo que a gente esperava. Quem nunca teve uma crise de “não era assim que eu devia estar me sentindo”???

É uma armadilha super fácil de cair: a gente fantasia um pouco. Então é aquela coisa de ficar sonhando com um emprego, um namorado, até mesmo um aniversário. Quando a gente conquista o que queria, a fantasia tem que ceder seu lugar à realidade e aí é que vem o choque. Há vários tipos. Pode ser uma frustração, de quem idealizou e começa a se confrontar com a realidade e às vezes ela não é tão bonita quanto os seus sonhos. Ou pode ser tudo aquilo mesmo, mas as suas condições internas mudaram e você não acha mais que aquele emprego é tudo aquilo. E tem também aquela velha história de você achar que quando você chegar (naquela empresa, naquele cargo, com aquele homem, naquela casa, com aquela bolsa, etc etc), todos os seus problemas estarão resolvidos. E você aposta tanto nisso que começa a acreditar e passa a viver por aquilo. E quando chega de fato , percebe que todo o resto continua o mesmo.

O problema da expectativa é que ela transforma o sonho em um direito adquirido, você passa quase que a contar com aquilo, mas quando as coisas não funcionam como deveriam, a frustração é gigante. Minha analista é quem vive insistindo comigo nesta questão. A melhor forma de acabar com a frustração é saber identificar quando o sonho virou expectativa e lidar com isso. Mas falar é fácil!

E então, como é que fica? Quem me dera saber. Tem horas que resolvo ser uma mestre-zen e acabar com todas as minhas expectativas. Outras horas acho que se eu fizer isso, a vida vai ficar sem graça demais. Mas tudo tem seu preço. Talvez o segredo seja lidar com tudo com um pouco mais de consciência. Talvez ajude!

O que você quer ser?

Você faz o que gosta ou gosta do que faz?

Porque se não, não dá certo. Ou você faz o que você gosta ou gosta do que faz. E tem uma diferença enorme entre os dois. Sem paixão, não tem felicidade que se segure ou sucesso que perdure. É a história da motivação – no longo prazo, tem que ter algo que seja nosso para tudo aquilo poder dar certo, se estivermos fazendo aquilo só pelo cargo, pelo salário ou pelo status, vai sobrar frustração no final do mês. Você pode até ser muito bom fazendo algo – mas isso não é motivo para você se sentir obrigado a fazer aquilo. E paixão é algo que só você sabe pelo que sente – não tem pai, mãe, marido ou amigo que vai te dizer o que sentir ou ajudar a achar. E no fundo, a gente sempre sabe qual é a nossa – às vezes, falta só coragem para dizer em voz alta.

Sobre sonhos e medo

Eu ando pensando muito sobre toda essa história de mudança de carreira – estou vivendo isso pessoalmente e é uma grande montanha-russa de ansiedade, expectativa, medo e realização. Mas sobretudo medo. Muito medo. Medo do desconhecido, medo de não dar certo, medo de deixar o seguro para trás e dar um passo que muita gente pode achar muito louco (foi o que eu fiz). Nos últimos dias, me perguntaram várias vezes se eu não tive medo de tomar a decisão que eu tomei. Nossa, como tive. E é engraçado, pois quando a gente se decide e a coisa começa a funcionar, surgem novas oportunidades e novos medos: será que eu vou dar conta? será que vou ser melhor nisso do que eu era no que eu fazia antes? será que agora eu vou ser feliz?

Acho que o medo todo faz parte do jogo – ele é o indício de que tem algo nos provoca, nos desafia, nos tira da zona de conforto. Ele não pode te paralizar, porque se não, não adianta nada. Mas é saudável, pois é aquilo que nos faz entrar na água com segurança, testar os primeiros passos, ir aprendendo a brincadeira até ganhar a confiança de que temos, sim, a condição de fazer aquilo.

O Universo conspirador

Quantas vocês você já não ouviu que o universo conspira a seu favor? A frase é BEM paulocoelhiana (se é que não é dele mesmo!!!), mas ainda assim, ela sempre dá um jeito de me surpreender. Uma vez, muitos e muitos anos atrás, fiz um curso maluco de um fim de semana de várias coisas que incluía um pouquinho de física quântica, e a professora dizia que quando você realmente se decide a fazer algo, o universo (ou o nome que você preferir, a energia, os átomos, o que for) se encarregavam de te ajudar a fazer aquilo acontecer. Ao tomar uma decisão, você mandava uma vibração positiva para o universo. Não basta só decidir – a gente tem que ralar. E muito. Quem escreveu sobre isso recentemente de uma maneira muito bacana foi a Ale Garattoni, primeiro aqui e depois aqui. Mas tem uns dias que parece que estamos no caminho certo. A gente recebe um convite de trabalho, uma ideia incrível surge em um almoço com uma amiga, de repente parece que todas as possibilidades estão aí, abertas, ao seu alcance. Mas teve muito trabalho e suor antes e vai ter muito trabalho e suor a partir de agora. Ainda assim, a sensação é daquilo que a minha mãe dizia: cuidado com o que você deseja, você pode acabar conseguindo exatamente o que queria.